terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Tocados pela tragédia




Você já percebeu como as tragédias nos tocam profundamente? Sejam elas naturais ou não, mesmo quando não somos atingidos por seu dano físico, sofremos por seus resultados, choramos pelos mortos, nos compadecemos pelos feridos e sentimos a dor da perda dos que ficam sem aquele ente que se foi. Tomamos a dor como nossa, nos tornamos parte pelo simples fato de sermos humanos, Diga como você se sente depois de ler o trecho abaixo.

Ela era uma linda criança que encantava a todos que a conheciam, um sorriso de futuro que dizia - Quando eu crescer quero ser médica para ajudar a curar minha tia que ficou dodói e o cabelo dela caiu. Era amada por todos, fazia amizade fácil em todos os lugares, nos seus aniversários o palhaço perdia vez,.A maioria dos convidados eram seus amiguinhos, não filhos dos amigos de seus pais. com seis anos tinha mais amiguinhos que podia contar nas mãos e pés dos seus pais.


Era domingo e como em todas as famílias do mundo aquele era um dia de lazer, e sua família tinha uma programação especial, o destino, à praia, Emily adorava praia, mais tinha medo do mar porque soube com seu pai que uma baleia engoliu o Pinóquio, no livro que a menina havia lido... Ela gostava mesmo era de catar conchinhas e fazer castelos na areia, passava a manhã brincando de princesa Pérola em seu castelo encantado com coleguinhas que fazia ali mesmo na areia. Era uma linda princesinha com cabelos de um dourado quase branco, dentes de leite, olhos azuis oceano e pele rosa.


Chegando a praia foi à procura de suas conchinhas, sua mãe disse - meu anjo, não se afaste, pois hoje a praia está cheia e não queremos ter que procurar você novamente, cate as conchinhas aqui perto. - Tudo bem mamãe, não irei brincar longe. - Por via das dúvidas, vou pedir para seu irmão não tirar os olhos de você. A menina com um olhar maroto de quem ia aprontar, olhou para o irmão que estava mais interessado nas garotas de biquíni do que em Emily, que vendo Jonh distraído, saiu à procura de suas preciosas conchas até sumir de vista. Em pouco tempo sua mãe notou sua falta. - Jonh, onde está Emily? - Está aqui!- O garoto olhou para o lado e o lugar estava vazio. A garotinha tinha sumido e sua mãe com um aperto no peito, se desesperou gritando o nome de sua filha em meio aos banhistas e guardas-sol num desespero que só uma mãe de braços vazios sente, como se antevesse o triste destino de sua amada Emilinha como a chamava todas as noites depois de cobri-la e dar-lhe um beijo na testa dizendo. - Boa noite Emilinha te amo para sempre. - Ela respondia - Te amo mãezinha pra sempre no meu coração. A busca pela garota se ampliou . Bombeiros com lanchas procuravam no mar, amigos e voluntários procuravam na terra, mais já eram 13h30min a garota já estava desaparecida há 3hs e o tempos escorrias sem qualquer notícia. Até que policiais se aproximam da família com um balde amarelo em um saco transparente. Jonh grita – É o baldinho da Emi, onde ela está?! Onde ela está? Por favor, me diga onde está a Emi. Sem resposta o garoto cai desmaiado e logo é amparado por seu pai. – Capitão Sé pergunta ao Sr. Endryo. – Este objeto pertence a sua filha senhor? Endryo abaixa a cabeça num positivo, como que para esconder a lágrima que caíra de sua face, respondendo doloroso a certeza da perda naquela pergunta. – Encontramos marcas de pneus de moto, este brinquedo, uma pá, um ancinho de plástico e algumas conchas, próximos a mata na ponta da enseada. Cristine aproxima-se dos policiais em prantos. A dor daquela mulher era lacerante, suas lágrimas juntavam-se ao mar em tamanho, mas o mar era pequeno para a dor de sua perda.
 Diga como você se sente em relação a Emily... Esse sentimento te faz humano, te faz pensar  que acontecimentos como este são dolorosos assim como enchentes, desmoronamentos ou terremotos,. Estar vivo só é parte da vida, os sentimentos que dão sentido a ela, o amor e a compaixão nos completam como seres humanos.
Vamos fazer 1 minuto de silencio pelos que se foram neste começo de ano. Se quiser faça uma oração.

agradeço a todos

2 comentários:

Alexandra Perla disse...

oi mano vc que escreveu essa historia?

Thurock disse...

foi é um bom tema né rimã?